Há dias venho
procurando o meu tempo, onde pertenço, se aqui, ali ou mais adiante, então o
tempo me vem à cabeça como vários tropeços, quedas contínuas que você tem que
se acostumar sempre de joelhos ralados. Há dias venho procurando meu lugar,
onde pertenço, não sei se acolá ou aqui, mas sempre me pego distante demais, nervoso
demais... Sem lugar, sem tempo, somente uma casca vazia vagando pelas estações,
esperando um trem que nunca. Um empurrão que falta. Duas ou três doses de
tequilas e já é o suficiente pra fazer o meu mundo girar, ficar de
cabeça-ponta. É estranho ficar perambulando quando você não sabe de onde veio,
pra onde irá, todos os lugares que eu parti, todos os lugares que eu ainda vou
chegar e ter que fazer uma escolha. No final, as coisas sempre acabam perdendo
a graça, por isso resolvi parar de pensar nisso, manter outro pensamento em
foco na mente, deixar os dados rolarem sobre a mesa sem precisarem da minha
ajuda. Eu sempre dô um jeito de me perder, mas é muito complicado me achar,
convencer-me de que eu só faço mal a mim mesmo em qualquer quantidade de fim de
semana. Há frutas escorrendo pelos meus olhos. Há árvores desabando em cima de
mim. Eu escutei o barulho do vento e ele me pareceu uma moto. E estou sempre
aqui, parado, a contemplar tudo passando por mim e eu sem poder agarrar, sendo
passivo a qualquer tipo de acontecimento, deixando o vento levar tudo o que eu
deixei que levasse por preguiça ou por capricho. Não é que a vida tenha perdido
a graça... Pensar demais é que é o verdadeiro problema disso tudo, sabe? Tomar
decisões apenas na mente, deixar de fazer o que quer, deixar de viver o que
quer por causa dos outros não me parece ser lá muito saudável... Tudo bem, você
pode ter entendido errado, não é que estou falando que a felicidade está
presente nos inconsequentes... Pra começar, eu nem acredito em felicidade. Mas,
sim, os inconsequentes são menos infelizes. Eu só continuo com medo de não me
achar, mas arriscando me perder. Sabe como é, cutucar onças com varas curtas...
Mas creio que em algum lugar ali fora, ou mesmo aqui dentro, haja um lugar e um
tempo onde se possa viver sem pensar em morrer.quinta-feira, 13 de outubro de 2011
Esquerda, direita
Há dias venho
procurando o meu tempo, onde pertenço, se aqui, ali ou mais adiante, então o
tempo me vem à cabeça como vários tropeços, quedas contínuas que você tem que
se acostumar sempre de joelhos ralados. Há dias venho procurando meu lugar,
onde pertenço, não sei se acolá ou aqui, mas sempre me pego distante demais, nervoso
demais... Sem lugar, sem tempo, somente uma casca vazia vagando pelas estações,
esperando um trem que nunca. Um empurrão que falta. Duas ou três doses de
tequilas e já é o suficiente pra fazer o meu mundo girar, ficar de
cabeça-ponta. É estranho ficar perambulando quando você não sabe de onde veio,
pra onde irá, todos os lugares que eu parti, todos os lugares que eu ainda vou
chegar e ter que fazer uma escolha. No final, as coisas sempre acabam perdendo
a graça, por isso resolvi parar de pensar nisso, manter outro pensamento em
foco na mente, deixar os dados rolarem sobre a mesa sem precisarem da minha
ajuda. Eu sempre dô um jeito de me perder, mas é muito complicado me achar,
convencer-me de que eu só faço mal a mim mesmo em qualquer quantidade de fim de
semana. Há frutas escorrendo pelos meus olhos. Há árvores desabando em cima de
mim. Eu escutei o barulho do vento e ele me pareceu uma moto. E estou sempre
aqui, parado, a contemplar tudo passando por mim e eu sem poder agarrar, sendo
passivo a qualquer tipo de acontecimento, deixando o vento levar tudo o que eu
deixei que levasse por preguiça ou por capricho. Não é que a vida tenha perdido
a graça... Pensar demais é que é o verdadeiro problema disso tudo, sabe? Tomar
decisões apenas na mente, deixar de fazer o que quer, deixar de viver o que
quer por causa dos outros não me parece ser lá muito saudável... Tudo bem, você
pode ter entendido errado, não é que estou falando que a felicidade está
presente nos inconsequentes... Pra começar, eu nem acredito em felicidade. Mas,
sim, os inconsequentes são menos infelizes. Eu só continuo com medo de não me
achar, mas arriscando me perder. Sabe como é, cutucar onças com varas curtas...
Mas creio que em algum lugar ali fora, ou mesmo aqui dentro, haja um lugar e um
tempo onde se possa viver sem pensar em morrer.segunda-feira, 22 de agosto de 2011
segunda-feira, 27 de junho de 2011
O conto sem ponto da corda amiga
Corda minha que enlaça a vida e
sufoca a alma
Corda minha que enlaça a alma e
sufoca a vida
Corda, querida corda, venha para me despertar
Acordar de um sonho de morto-vivo
Para encontrar e verdade com suas mãozinhas delicadas em volta do meu pescoço
Visitar a vida para deixar de sonhar
Corda minha,
Querida minha.
Corda querida,
Minha, minha.
Há de me tirar da desilusão da vida
Faze-me repousar a cabeça em teu colo,
Porque me vejo cansado dessa fadiga
Corda próspera
dos campos de morango
que os desperta dos lírios do campo
Entoa, corda, entoa tua sublime canção
para esses soldados cansados de coração
Canta para mim corda, um conto tu tens que me cantar, quero adormecer contigo, então conta para mim: “Era uma vez Mardhem...”
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