domingo, 26 de setembro de 2010

Penúria

O legado da miséria da humanidade
Foi iniciado por feitio sórdido
Julgado pelo divino
Chamam de dogmas celestiais de bondade

Carregamos uma pútrida cruz nas costas,
Os urubus nos rondam, chamam de “ronda”,
Para conhecer a entrada do paraíso para essa nova geração de lástimas
Corja surda, cega e muda

Chagas abertas expelindo pus
Levaram-me a óbito, mas não eram minhas, morri de uma já clichê melancolia
Quero ver minha pátria liberta por além de jus
Não anseio felicidade momentânea com borra de liberdade mísera

Póstumas memórias levam-me
Por entre vermes
A multiplicar-se no esterco.
Concluo com um passado sublime, porém turvo.




"E todos eles pensarão o mesmo no conforto do sepulcro."

2 comentários:

  1. ORRA, achei mutcho loouco rara. parabéns!!

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  2. Acho que a palavra que você mais usa nos textos/poesias é "pútrida" '-'

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